Casa

Direto do túnel do tempo: cobogó

28/09/2016


Item retrô é novamente tendência na decoração

Foto: Agora MT

 

Criado em 1929, o cobogó ficou popular na década de 50. Esse nome diferente é devido à junção da primeira sílaba dos sobrenomes de seus criadores, os engenheiros pernambucanos: Amadeu Coimbra, Ernest Boeckman e Antônio de Góis. “A ideia desses engenheiros era separar os ambientes sem comprometer a ventilação e iluminação”, explica Graziella Aguiar, arquiteta da Master House Manutenções e Reformas.
Inicialmente produzido em cimento, o cobogó passou a ser usado como elemento decorativo e hoje é possível encontrá-lo em vários modelos e tipos de materiais como: vidro, plástico, resina, cerâmica, mármore e madeira. “Ideal para quem quer decorar, iluminar e abrir espaço para arejar o ambiente”.

Foto: Leroy Merlin

 

Preço
Uma peça em cerâmica, bem básica, encontrada facilmente em lojas de construção, custa de R$ 3 a R$ 25 cada. Um cobogó de louça tem valor médio de R$ 45 por unidade. Já os mais arrojados podem custar cerca de R$ 480 o metro quadrado. Tudo depende do bolso e do gosto do consumidor.

 

Foto: Tijolarte - cobogó de resina

 

 

Retrô
Quer deixar a casa ou algum ambiente com ar vintage? Opte pelos cobogós de cerâmica em tons claros.

Foto: Decorando com classe

 

Foto: Casa da Mãe Joana Decor

 

Separando ambientes


Antigamente, os cobogós eram utilizados somente em fachadas de prédios ou residências. Mas hoje é comum o seu uso em ambientes internos. “Podem dividir a cozinha da lavanderia, por exemplo. O ar circula entre os ambientes e a área de serviço fica mais escondida”, diz a arquiteta. “É possível dividir também outros ambientes, como sala e cozinha, ou até mesmo sala e corredor dos quartos. Na varanda dá para usar o cobogó numa das laterais para bloquear um pouco o Sol, mantendo a ventilação no local”, sugere.

 

Foto: www.apezinho.com.br

 

 

Foto: Pinterest

 

Modernidade


Quem não gosta do estilo vintage pode contar com os modelos mais “modernosos” e apostar em outros itens decorativos de acordo com o que pede o ambiente.

 

Foto: Imóvel Web

 

Cuidado


Não há regras no uso de cobogós, mas é preciso bom senso para conseguir um visual harmonioso. Muitas vezes menos é mais. Ter equilíbrio na linguagem arquitetônica é fundamental. O elemento vazado pode ser utilizado interna ou externamente, mas é preciso saber o que cada ambiente pede. O efeito desejado deve ser levado em consideração: mais ventilação, mais iluminação natural, privacidade ou permeabilidade? Se o ambiente não permite alguns desses efeitos, opções mistas são preferíveis. Para um ambiente interno, a arquiteta indica madeira e resina, tanto pela leveza do material quanto pela possibilidade de formas contemporâneas. “Em ambientes externos, o vidro, a cerâmica e cimento são ótimas opções, tanto pela resistência como pela facilidade de limpeza”, completa.

 

Foto: Aline Krupkoski


Conteúdo por

Michele Barbosa


Jornalista e blogueira que ama o que faz. Sempre atrás de curiosidades, gosta de conhecer lugares diferentes e é antenada em tudo o que acontece em Sampa. Espontaneidade e improviso formam sua marca registrada.

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