Fique Bem!

Mais atenção à saúde do coração

27/03/2015


Fique alerta, a menopausa aumenta em 30% o índice de infarto

Trabalhar, cuidar da casa e da família, resolver questões rotineiras e acompanhar o ritmo acelerado do dia a dia são o suficiente para ocasionar estresse, mas não é só isso, com o tempo, hábitos pouco saudáveis acabam fazendo parte da rotina da mulher moderna. E é aí que mora o perigo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos casos de infarto ocorrem com mulheres. Somente no Brasil, são mais de 200 vítimas por dia do sexo feminino, o que significa seis vezes mais que as mortes decorrentes do câncer de mama. O fator direto que torna as mulheres na menopausa propensas ao infarto é justamente a diminuição da produção de estrogênio.

Aliado da saúde feminina, o hormônio é produzido pelos ovários e auxilia na saúde do coração, por isso, após a menopausa há maior vulnerabilidade às doenças cardiovasculares, aumentando as chances de ocorrência de infarto.

A dificuldade em identificar os sintomas das doenças cardiovasculares prejudica ainda mais o diagnóstico prévio. Dores nos braços, na coluna ou mesmo o próprio cansaço, são ignorados por muitas mulheres. “A mulher tem acumulado vários papéis. Ela trabalha fora, cuida da casa e da família. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis. O tabagismo, a falta de atividade física regrada, a bebida e alimentos não saudáveis com altos índices de colesterol e gordura, contribuem na obstrução das artérias coronárias. É o cenário perfeito para um infarto ou um derrame”, esclarece Magaly Arrais, cardiologista do HCor – hospital, em São Paulo.

 

Outros riscos:

É preciso ficar atenta para outros fatores que podem contribuir com as doenças do coração.

Anticoncepcional + cigarros: evite a combinação do estrogênio semi-sintético com o tabaco, isso pode levar a formação de coágulos nas artérias e veias, interrompendo a irrigação do músculo cardíaco e levando ao infarto. Também cresce a chance de doenças vasculares periféricas, como varizes, tromboses e até o AVC (acidente vascular cerebral), conhecido como derrame.

Sobrepeso: pode ser responsável por diversas doenças e, se acompanhado de alterações nos níveis de colesterol tornam a mulher ainda mais propensa ao infarto.

Sedentarismo + má alimentação: a falta de atividade física regular e de uma alimentação balanceada contribui para a obstrução das artérias, ocasionando a situação ideal para um possível infarto. É importante também evitar a ingestão descomunal de bebidas alcóolicas. “O consumo excessivo de sal e bebidas também deve ser evitado e fazer exercícios é fundamental. Uma caminhada diária de 30 minutos, por exemplo, é ótimo e ajuda no condicionamento, na queima das calorias, redução da pressão arterial e dos níveis de glicose e colesterol no sangue, e diminui o risco de um futuro infarto do miocárdio ou derrame cerebral”, finaliza Dra. Magaly Arrais.


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